Dê voz à sua diferença!

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O projeto social Quebre o Silêncio teve origem no final de agosto deste ano, após o término do curso de Design Thinking que foi realizado em Maceió. Conhecido como uma técnica antiga que foi aprimorada em 1973 por Rolf Faste, professor de Stanford, foi possível definir e popularizar o conceito de “design thinking” como uma forma de ação criativa.

A noção de design como uma “forma de pensar” tem sua origem traçada a partir de 1969, mas até os dias de hoje utiliza-se deste conjunto de métodos e processos para abordar problemas relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Desta forma, faz-se a abordagem de personas e consideramos a capacidade para combinar empatia no contexto de um problema, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto.

Insatisfeitos com o pensamento fechado e preconceituoso de parte da população Brasileira, ideias foram lançadas e uma nova possibilidade de resolver o problema social foi identificada.

A idealizadora do projeto Gabriella Azevedo, após o termino do curso, teve a chance de observar o mundo com novos olhares a partir da base dos seus principais aprendizados: 1º) não julgar e 2º) o silêncio fala muito. Com isso, começou a busca por colaboradores e empresas que se identificam com a causa e que acreditam que ser diferente é normal.

Sabendo que um projeto não tem base concreta com apenas uma mente pensante, fotógrafos, editores de vídeo, design, captadores e uma assessoria de comunicação uniram-se em prol de um sonho grande: fazer diferente.

Estamos falando aqui de um problema REAL, de uma sociedade em que as pessoas sofrem em silêncio suas dores e angústias por serem diferentes. Além disso, procura-se soluções alternativas criativas para ir de encontro com o que conhecemos como Preconceito. Infelizmente, trata-se de um mal que é reflexo de uma sociedade tradicional que estranha, pré-julga e repele tudo aquilo que não conhece e caracteriza-se por diferente.

Julgamos que os detalhes são as diferenças que caracterizam e definem cada pessoa e que cada um deles deve receber a devida atenção. Consideramos também, que tudo na vida é composto por pequenos detalhes diante da infinidade de outras percepções, como por exemplo, traços e qualidades que cada um possui. Assim, faz-se necessária a tentativa de quebrar o padrão de simplesmente criar “pré-conceitos” em relação a tudo aquilo que fuja do padrão tradicional e seja diferente. A pretensão é criar um novo caminho para essa realidade que assombra boa parte da sociedade brasileira, seja por conta de um estilo de vida, cor e estilo de cabelo, ideologia, gosto musical, tatuagens e expressões corporais, deficiência física ou psicológica, obesidade, anorexia, cor da pele, sexualidade, enfim, todo e qualquer tipo de julgamento de perfil e caráter que influenciam na vida de cada individuo. Cada um tem o seu estilo de ser, viver, vencer e crescer na vida, e é importante respeitar.

Sem fins lucrativos, a campanha social será realizada no intuito de ouvir as pessoas que se escondem no silêncio. Seguindo a palavra de ordem NÃO JULGAR, serão selecionadas 60 pessoas com histórias marcantes de preconceito, para mostrar a falta de empatia e sensibilidade de uma sociedade moderna. Muitas vezes, essas pessoas utilizam a experiência traumática pela qual passaram como alavanca para o crescimento e amadurecimento pessoal e profissional, tornando-se um exemplo de superação.

Como diz o escritor e ativista Eduardo Lyra: “Não importa de onde você veio nem o que você é, importa aonde você quer chegar”. Desta forma, contamos com a colaboração de todos para quebrar esses padrões impostos e mostrar que o preconceito não acontece apenas nos casos mais comuns. Traremos histórias reais de pessoas que sofrem por conta de vários problemas como vitiligo, transtornos bipolares, dislexia, bulimia, depressão ou até mesmo pessoas que foram julgadas por seus estilos. São essas 60 pessoas e um Brasil inteiro que se escondem no silêncio e que podem servir de ferramenta para mudança da consciência coletiva que sofre com a falta de empatia.


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