Entrevista Carol Barbosa

Carol Barbosa, 20 anos.

Sou estudante de arquitetura.


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Desde a minha infância eu sempre fui muito branca. Quando era menor, eu estudava em uma escola do interior e a maioria dos meus coleguinhas eram mais morenos que eu, então sempre fui a mais “diferente” da sala. Sempre tive que ouvir piadinha do tipo: “Ah, você é sem sangue”, “nossa, como você é branca!” e coisas desse tipo. Um tempo depois eu me mudei de cidade (e colégio), pensava que daquela vez seria diferente e ninguém iria tirar brincadeira comigo já que todo mundo seria como eu, assim eu poderia passar despercebida.

Muitas pessoas ficam perguntando por que eu não vou a praia ou porque eu não vou me bronzear. Sem contar que tem gente que vem dar dicas para usar shorts, dizendo para eu queimar mais as pernas. Elas não entendem que eu gosto de ser branquinha!

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Quando eu era menor eu queria ser mais bronzeada, do tipo mais morena, mas minha mãe não deixava. Ela sempre me pedia para passar o protetor solar para não ter muitas sardas, afinal ela se preocupava com a minha saúde e com a minha pele. Depois que fui crescendo e vi que não tinha muito jeito, que no máximo que eu conseguia era ficar vermelha e prejudicar a minha pele, eu resolvi assumir a minha cor.

Hoje em dia quando alguém vem tirar alguma brincadeira do tipo, “Carol, como você está branca!” eu só respondo, “Eu gosto de ser assim!”, eu gosto de ser branquinha mesmo, é a minha cor. Olha a discriminação! (risos)

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Dessas situações o que eu pude levar foi aceitar melhor as diferenças. Quando você passa por situações, a sua percepção muda e você consegue entender melhor sobre as diferenças de cada um. É aquele caso, poxa, eu já passei por isso e eu sei que ninguém gosta de ouvir piadinhas, você acaba criando mais empatia.

As vezes a pessoa nunca sofreu preconceito e ela acha que está imune aquilo e principalmente imune à dor do outro. Você tem que ser quem você é, entende? Se você nasceu desse jeito ou com alguma característica que foi designada a você (sem ter muitas opções), você tem que entender e aprender a ser feliz com isso, com a sua diferença.

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É aprender a domar sua fera para você não se importar tanto com o que as pessoas dizem.

Se ame primeiro, para que as outras pessoas não te atinjam!

(♬) Uma música que quebra o meu silêncio é: Legião Urbana @ 1 de julho
Porque: “Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher” (…) mas sou minha, só minha e não de quem quiser”

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3 comentários sobre “Entrevista Carol Barbosa

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