Entrevista Júnior Ferreira

José Ednaldo Ferreira Júnior, 26 anos.

Sou analista de sistemas.


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Sofri discriminação por ter uma dificuldade em leitura, aprendizado e dissertação. O processo foi um pouco árduo e complicado, até porque eu estava envolta de pessoas não estavam preparadas para descobrir sobre a minha deficiência.

A dislexia é mais normal do que a gente pensa, só que muitas pessoas não estão preparadas ainda para tratar ou diagnosticar este caso. Como as pessoas não sabiam o que era, e só me tachavam ou tratavam como uma pessoa com retardo mental eu tive que vencer esses paradigmas sozinho.

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O esporte na minha vida começou cedo, aos 8 anos de idade. Foram as artes marciais inicialmente que me ajudaram com a minha deficiência, melhorando minha concentração, minha determinação entre outros atributos relacionados aos meus problemas. Eu sempre fui impaciente e hiperativo e isso me causava nervosismo já que eu era lento (retardado/lerdo) para aprender seja lá o que for.

As artes marciais me disciplinaram. Honra, vigor e responsabilidade foram aparecendo com o primeiro Kata do Karatê Shotokan que se chama Heian Shodan (significa: Paz e Tranquilidade). Pude assim descobrir o que tanto procurava: paz, tranquilidade, equilíbrio e serenidade, para assim poder um dia estar com o “Corpo Sam e Mente Sam”.

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Hoje luto contra todos os preconceitos da deficiência. Apensar de não aparentar, eu faço questão de dizer: eu tenho dislexia!

Tenho desenvolvido técnicas para melhorar meu aprendizado e nunca desisto. Tento estar ao nível de pessoas normais sem deficiências.

Isso me define: superação.

Sou Analista de sistemas e pós graduando em Banco de Dados, instrutor de artes maciais. Atualmente faço parte da equipe de jiu jitsu da Donosti (sou faixa roxa), instrutor e vice-presidente da associação alagoana de tiro com arco e professor de robótica aplicado a software livre arduíno, entre outras matérias relacionadas.

Já falei algumas vezes que não sou bom em escrever, mas tenho minhas partes boas!

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Ser vítima de descriminação mudou minha forma de ver as coisas. A gente vê que não pode tratar todos da mesma maneira. Eu aprendi uma coisa nesse pouco tempo de vida: Nós não devemos tratar as pessoas como nós queremos e sim como elas querem ser tratadas. Cada pessoa tem uma forma diferente de querer ser tratada.

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Um recado que eu deixo para as pessoas que passaram por situações como a minha é: Não desista, tenha foco e corra atrás. Ou melhor, do lado, atrás você fica em segundo!

♬) Uma música que quebra o meu silêncio é:  Fear of the dark @ Iron Maiden

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