Entrevista Carlos Henrique

Carlos Henrique (Boby), 26 anos.

Cantor e compositor.


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Eu passei por vários tipos de situações com o preconceito. Sofri com a polícia e com algumas pessoas na rua, sem falar com as famílias de ex-namoradas.

Aceitação, faltou isso das pessoas. Elas sempre olham, e quanto à polícia, eu era discriminado por não compreenderem os tipos de desenhos que eu tenho tatuado. Rola aquela pressão mesmo, em relação ao meu estilo de vida, porque sou tatuado e porque moro em periferia também.

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Às vezes eu fico em choque. Eu fico muito chateado pelo fato de as pessoas não entenderem que isso é uma forma de ter liberdade, de me sentir à vontade com a identidade que eu criei para mim. Mas, acho que hoje isso é o de menos, para o que eu faço, o que eu vivo.

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Eu me encontrei na música. Consegui me libertar, consegui falar também sobre coisas que eu achava importante. É aquela coisa: liberdade. A música proporciona essa possibilidade de você se sentir liberto, de poder falar sobre o que quiser. E principalmente no gênero que eu faço, que eu trabalho.

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Ter sido vítima de preconceito mudou a minha visão sobre o preconceito. E tem sido importante, porque, entre outros meios de preconceito, eu também acredito que alguns também estão muito baseados no machismo, que é algo muito abusivo para as mulheres e para os homossexuais. São olhares, são palavras que você ouve de pessoas que não conseguem entender o porquê de você ser assim. Não tem muita aceitação, principalmente em uma cidade como Maceió.

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Não importa se você é tatuado, se você fez uma opção, se você pratica algo que para a sociedade está errado, no caso de dança, por exemplo. Você tem que acreditar na sua personalidade, é isso que realmente importa.

O que eu digo para as pessoas que já passaram por situações como a  minha é que não desista do que você acredita, porque você é um ser humano livre, no sentido real da liberdade mesmo. Do livre arbítrio, de você acreditar que você pode criar a sua identidade.


♬) Uma música que quebra o meu silêncio é: Kilaman e Roots Controllers @ Comunidade.

Essa música representa um pouco do que acredito e levo. Hoje eu semeio a minha proposta.

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