Entrevista Goretti Costa

Goretti Costa, 20 anos.

Estudante.


Goretti 01

Eu sofri preconceito pelo fato de ser magra. Desde pequena eu sou muito magrinha. Sempre me chamavam de cabeção, eu tinha a testa grande e “cabelo de água de salsicha”. Depois, no colégio, tinha um menino que eu gostava, e foi ele quem começou a colocar os apelidos em mim. Olívia Palito, Noiva Cadáver, coisas assim, mais para caveira.

Goretti 03

Eu acho até que, hoje em dia, eu tenho muito preconceito comigo mesma. As pessoas falam que eu tenho um corpo ótimo mas, até pelo fato de ter recebido tanto apelido durante a infância, e sempre os meninos queriam as meninas de corpão, até hoje em dia eu sinto muita diferença de mim para essas meninas de 13, 14 anos. Geralmente as meninas dessa idade têm um super corpo e eu com 20, tenho o corpo de uma menina de 13 anos da minha época.

Goretti 05

Eu ficava muito triste e depressiva (minha família já tem um lado meio depressivo). Ficava de um jeito que não queria nem sair de casa. Toda vez que eu colocava alguma roupa eu nunca me sentia bem.

Eu sou muito de fase. Tem tempo que estou bem, tem tempo que não estou. Mas eu sinto muito pela minha magreza, mas nunca escondi meu corpo por conta disso. Um exemplo mesmo era quando eu queria usar all star com shorts, mas achava minha perna muito fina pra isso. Até que eu vi algumas meninas mais magras usando e resolvi parar de besteira.

Goretti 04

Agora, eu entendo mais as outras pessoas. Hoje em dia, se você é magro demais, você sofre preconceito. Se é gordo demais, também. Se é homossexual, tem preconceito. Tudo tem preconceito! A sociedade em si, é, em boa parte, preconceituosa.

A sociedade luta contra o preconceito, mas ela mesma faz com que o preconceito exista.

Goretti 06

Chegou uma hora que eu resolvi dar um basta e dizer: “Chega! Eu não vou virar um mulherão da noite pro dia e, por isso, vou aproveitar o que eu tenho. O que a genética me proporciona”.

Também sofri preconceito no colégio porque eu era a única ruiva, porque eu não tinha traços finos, e também por ser magra era então “a estranha”. Era muito complicado. Hoje, crescendo, as pessoas já elogiam o fato de eu ser ruiva e de ser magra. Me ajudou a superar meu modo de pensar sobre meu próprio corpo.

Goretti 02

O meu recado para as pessoas que passaram por situações como a minha é que toquem a bola para frente. É superar, e não ligar para o que as pessoas falam. Você tem que melhorar para você e não para os outros. Se você não batalhar pelo que você quer, não são os outros que vão te dar.

Cada um tem sua opinião, mas só quem sabe da nossa vida somos nós.

♬) Uma música que quebra o meu silêncio é: Pink @ Perfect

Anúncios

Um comentário sobre “Entrevista Goretti Costa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s