Entrevista João Moreira

João Moreira, 34 anos.

Sou Consultor empresarial.


Joao 02

Foram vários. Primeiro, eu sofri preconceito por ter pais separados, por ter cabelo ruim, por ser baixinho, e até preconceito por eu ser divorciado eu já sofri, e com isso, tive dificuldade de arrumar namorada. Mas o pior foi por causa do fato de meus pais terem se separado quando eu era mais novo.

Eu morava numa rua onde todos achavam que a minha família era muito unida. Então, eu e meus irmãos sofremos muita discriminação por parte dos vizinhos, de colégio. Como eu era muito novo, na época, eu tomava conta dos meus irmãos, mas eu não conseguia segurar a barra. Eu me tornei um adolescente muito revoltado por causa disso, porque eu não aceitava, não o fato da separação em si, o que eu não aceitava era o fato de as pessoas discriminarem a minha família por causa disso.

Joao 01

A minha família vivia entrando em conflito com os vizinhos, com o pessoal do colégio, porque as pessoas sempre faziam comentários chatos. Era muito complicado. Hoje em dia, eu acho que a forma com a qual se lida com isso está muito diferente, mas há 20 anos não era assim. Hoje é bem mais fácil!

Joao 03

Uma coisa pela qual eu também sofri muito, além do que já citei, foi o fato de ter conhecido e me envolvido com o espiritismo muito cedo. Há 22 anos não era uma coisa considerada normal, ser espírita. Não tinha novela para instruir as pessoas, e elas sempre acabavam dizendo que eu era filho do diabo, que isso e aquilo. Por isso mesmo eu até escondia muito e, pelo fato de a minha família ser católica, eu sofri preconceito dentro do meu próprio ambiente familiar.

Ninguém sabia que aquilo estava me ajudando ou o que aquela religião transmitia para mim. Foi uma coisa muito difícil de lidar. O  espiritismo foi como um divisor de águas na minha vida, me ajudou bastante.

Joao 04

Eu tenho o pensamento de que cada um é a pessoa que alimenta ser. Em relação ao preconceito, eu alimentava de uma forma muito negativa. Então, eu vivia muito esse lado negativo. A partir do momento em que eu comecei a converter isso para utilizar para o bem, que eu comecei a me superar perante esses problemas, eu comecei também a ser outra pessoa. Mas não foi rápido, demorou muito.

Eu aprendi que algumas coisas a gente tem que colocar de lado e jogar fora mesmo. Você tem que aprender que existem momentos e momentos ruins. Com a empatia eu também aprendi que não vale a pena me alimentar de coisas ruins. Tentava deixar tudo pra lá e mostrar para os outros que eu era muito melhor que isso e que não iria deixar me atingir.

Joao 05

É muito difícil você conseguir conviver com isso, mas seria bom conseguir transformar o preconceito que direcionam a você em coisas boas. Vejo muito por esse lado. Se toda vez que alguém bater em você e você revidar, isso vai acabar virando uma bola de neve. Então, vai piorando com o passar do tempo. Se você começar a crescer na sua vida e não se importar demais com isso, você vai receber coisas muito boas lá na frente.

♬) Uma música que quebra o meu silêncio é: Michael Jackson @ Man in the mirror

Ele fala que a mudança precisa começar a partir da gente. A mudança precisa partir de você, sem esperar que os outros mudem antes que você mude.

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