Entrevista Rafael Vilela

Rafael Vilela Santos Teixeira, 24 anos.

Sou representante de atendimento Call Center.


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Sofri preconceito principalmente na época da escola, por ter o meu corpo franzino e raquítico. A galera não perdoava. Sempre ficavam me zoando e me chamando de magrelo, entre outros adjetivos. Um dia, fiz uma tatuagem em cima das costelas e o pessoal não perdoou. Ficavam tirando piadinha dizendo que havia feito uma tatuagem no osso.

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As pessoas ficam me olhando torto, inclusive às vezes riem de mim por ser magro, bem magro.

Hoje, eu não dou mais a mínima para os comentários. O que posso fazer se não consigo engordar? Magros também sofrem. Por incrível que pareça, nós magros, às vezes, somos excluídos. Eu mesmo tenho 1,70m e 50 kg, nunca passei dos 55kg.

Aqui em Alagoas há muito preconceito.

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Meus pais sempre me apoiaram em todas as situações. Eles me levaram ao medico quando eu precisei, mas eu sempre fui magrinho.

Um fato que me deixou abismado com a minha família foi que eu senti um pouco de preconceito quando fui quebrar o meu silêncio. Eles me disseram que isso era uma besteira, e ficaram me perguntando porque eu iria participar do projeto. Mesmo assim, eu decidi vir.

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Ter sido vítima do preconceito me fez ver o mundo de uma nova forma. O ser humano é incapaz de respeitar o seu semelhante, apenas porque este não se encaixa no modelo criado pelas pessoas. Isso ocorre em todas as idades, com todas as pessoas. Por isso que hoje ando com a cabeça erguida. Não dou a mínima para o preconceito!

Eu levei meus alargadores como um objeto que me define porque também sofri preconceito por usa-los. Muitas pessoas olham com cara de nojo, outros acham que sou homossexual por usar. Nunca vou entender. Piercing é uma coisa normal, e o meu não é muito grande. Já os tenho há 7 anos já, e gosto bastante deles.

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O meu recado para as pessoas que assim como eu, passaram por alguma situação com o preconceito é que siga em frente. Mesmo sofrendo, pode ter certeza que quando menos você esperar a sua vida vai mudar.

SEJA SEMPRE OTIMISTA!

♬) Uma música que quebra o meu silêncio é: Fé – Banda Oriente

Porque a letra tem uma parte da musica que fala que somos ovelhas de um só pastor. Somos um só. Um só coração, um só amor. Somos todos iguais, independente de sermos magro, gordo, branco, negro com tatuagens, piercings ou até mesmo sem eles.

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Um comentário sobre “Entrevista Rafael Vilela

  1. super curti! Também sofro com isso de magreza… por mais que eu tente não passo dos 49 quilos e isso é sempre uma piada! Ainda não sei lidar muito bem com isso, as vezes fico paranoica em querer engordar… só queria ter uma resposta na ponta da língua pra falar quando estiverem comentando…

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