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“Gêneros diferentes, direitos iguais!”

Independente do gênero, todos devem ter direitos e deveres iguais. Em tudo! A igualdade e diversidade de gêneros é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias e, por isso, o tema deve sim – e é mais que necessário – ser discutido nas escolas.

A desigualdade entre os gêneros é uma realidade que foi construída em anos e anos e anos de história, mas que começa a ser questionada. Por que mulheres não podem ganhar o mesmo que os homens? Por que os homens não podem ajudar a trocar a fralda dos bebês? O que parece ser impossível de mudar pode ser mudado. Basta que essa relação de igualdade entre meninos e meninas seja plantada em casa, na Educação do dia a dia. Meninos e meninas podem ser diferentes, mas são iguais em direitos e em deveres. Ou seja: devem ter as mesmas oportunidades e respeito.

Você acha que a cor azul é só para os meninos e a rosa, só para as meninas? Na sua casa, após o almoço de domingo, as mulheres vão limpar a cozinha enquanto os homens vão ver televisão? Se você respondeu positivamente a essas perguntas, então está na hora de sua família reavaliar alguns conceitos e costumes.

“Os pais têm de mostrar dentro de casa que não é para o menino ir jogar futebol enquanto a menina ajuda a mãe na cozinha. Ambos devem ajudar na cozinha e ambos podem ir jogar futebol”, diz Eleonora Menicucci, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

A educação para a chamada igualdade de gêneros ou, em outras palavras, a igualdade entre homens e mulheres, é uma tarefa que deve começar em casa. Crianças que aprendem que meninos e meninas devem ter direitos, deveres e oportunidades iguais serão adultos que saberão respeitar o outro, independentemente do fato de ser homem ou mulher.

A igualdade de gêneros é considerada uma das bases para construir uma sociedade com menos preconceito e discriminação.

“A igualdade de gêneros é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. Muita coisa mudou desde a década de 1970, quando as mulheres entraram massivamente para o mercado de trabalho, mas ainda existem muitas disparidades. Por exemplo, as estatísticas nos mostram que as mulheres ainda têm salários menores que os dos homens e ganham 70% do que eles ganham, em média”, afirma Eleonora Menicucci.

Para combater desigualdades como essa, a educação é uma base importantíssima. “Para a construção de uma sociedade baseada na igualdade precisamos que esse princípio seja inserido na educação, tanto na escola quanto em casa. A educação tem o poder de ajudar a mudar os valores de uma sociedade”, afirma a ministra.

dicas

Promova a igualdade de gêneros no seu lar:

1. DÊ EXEMPLO!

Não dá para falar em igualdade de gêneros com as crianças se os adultos não aplicam na prática o que falam. Em outras palavras, os pais precisam dar o modelo, dividindo, por exemplo, as tarefas domésticas: é tarefa tanto do pai quanto da mãe lavar a louça, assim como tanto o pai quanto a mãe têm capacidade para trocar o pneu do carro. “Isso também se aplica no que diz respeito à vida escolar dos filhos. Os homens também devem frequentar reuniões escolares e ajudar os filhos nos deveres de casa”, diz a pedagoga Marina Pedrosa.

2. DISTRIBUA AS TAREFAS IGUALMENTE

Desde pequenas, as crianças devem ser ensinadas a realizar tarefas para ajudar nos cuidados com o lar. E essas tarefas devem ser divididas igualmente entre meninos e meninas. “Os pais têm de mostrar dentro de casa que não é para o menino ir jogar futebol enquanto a menina ajuda a mãe na cozinha. Ambos devem ajudar na cozinha e ambos podem ir jogar futebol”, diz Eleonora Menicucci. “Muitas vezes os pais fazem uma divisão em casa de tarefas que consideram masculinas e tarefas femininas: as meninas ajudam a arrumar a casa enquanto os meninos ajudam a lavar o carro. Na verdade, tanto meninos quanto meninas podem e devem ajudar na arrumação da casa quanto nos cuidados com o carro ou aprendendo a fazer pequenos consertos domésticos”, diz a pedagoga Marina Pedrosa.

3. DÊ OPORTUNIDADES

Sem essa de que futebol é coisa de menino e balé é de menina. Hoje em dia há cada vez mais meninas interessadas em jogar bola e não há nada de errado em um menino que goste de dançar. “Os pais têm de oferecer um leque amplo de possibilidade de atividades para que os filhos escolham o que mais lhes interessa, mas sem reforçar estereótipos. Muitas vezes os meninos vão mesmo se interessar mais pela bola, mas há aqueles que não gostam de futebol e vão optar por outra coisa. Os pais devem saber entender e estimular as escolhas dos filhos”, diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

4. ENSINE IGUALDADE

Também nas brincadeiras e nos brinquedos que dão para os seus filhos os pais têm uma oportunidade de ensinar sobre a igualdade de gêneros. Não quer dizer que o pai deva comprar uma boneca para o filho e querer que ele brinque com ela contra a vontade. Mas quer dizer que deve aceitar e tratar de forma natural se o menino pedir um brinquedo classificado como “de menina”. O mesmo, claro, se aplica às meninas. “Quando minha filha era pequena, uma vez me pediu de presente um caminhão ‘bem grandão’. Dar um caminhão a uma menina não influencia em nada sua identidade feminina. Assim como dar uma boneca a um menino não compromete sua masculinidade”, conta Quezia Bombonatto. Da mesma forma que a menina pode brincar de caminhão, o menino também pode participar de uma brincadeira de casinha. “Ele pode ser o ‘pai’ na brincadeira, e isso inclui ajudar a cuidar do ‘filhinho’, trocando sua fralda ou cozinhando para ele”, explica Quezia.

5. COMBATA O PRECONCEITO

“Meninos não choram”, “rosa é cor de menina”, “lugar de mulher é na cozinha”.

Quem nunca ouviu frases como essas? Elas estão entre as ideias que ressaltam o preconceito em relação aos papéis masculinos e femininos na sociedade. “Os pais não devem reproduzir esses conceitos dentro de casa, mas mostrar que, por exemplo, muitos homens usam camisas cor de rosa hoje em dia e que não há nada de errado com isso”, diz a pedagoga Marina Pedrosa.

6. ENSINE O RESPEITO!

Se em uma discussão entre crianças, um “xingar” o outro de “mulherzinha” ou de “gay”, é hora de entrar em cena para ter uma conversa com o grupo.

É preciso mostrar que com essa atitude eles estão tendo um comportamento de preconceito: mulheres e homossexuais precisam ser respeitados e essas palavras não podem ser usadas como xingamento. As crianças devem aprender que é preciso respeitar todas as pessoas, independentemente de seu sexo ou de sua orientação sexual. “Não é preciso dar uma “super aula”, especialmente quando se trata de crianças menores, mas usando frases simples os adultos podem orientar a agir com respeito e esclarecer as dúvidas das crianças”, diz a pedagoga Marina Pedrosa. Da mesma forma, o respeito deve estar presente quando as crianças crescem e iniciam seus primeiros relacionamentos amorosos. Nessas horas cabe ensinar aos filhos sobre as mudanças que seus corpos estão sofrendo e sobre o respeito que devem ter por seu próprio corpo e pelo do outro também.


Você ensina para seus filhos que meninos e meninas têm direitos iguais? Veja se você aplica a igualdade de gênero em casa.  CLIQUE AQUI  e faça o teste!


Fonte da matéria: Educar para Crescer | Texto: Adriana Carvalho.

 

 

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